Altos e baixos do empreendedor que se desgarrou do pai e montou negócio de sucesso com cartuchos

Altos e baixos do empreendedor que se desgarrou do pai e montou negócio de sucesso com cartuchos

25 July, 2017

 

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Bruno de Oliveira

No mundo dos negócios, certamente que não é incomum os filhos seguirem o ramo dos pais, até mesmo sucedendo-os posteriormente. Todavia, alguns casos fogem à “regra”, como o de Bruno de Oliveira, hoje um empresário com 32 anos, mas que mudou o seu destino aos 20 anos, quando decidiu abandonar o negócio do seu pai e montar um próprio, ramo de cartuchos.

Tudo começa quando Oliveira tinha ainda 16 anos. Nessa época, ele costumava trabalhar com o próprio pai, em sua corretora de seguros, até que ele pôde perceber o grande movimento que tinha uma certa loja, que situava-se no mesmo andar que a corretora, e cujo o ramo era o de recarga de cartuchos para impressoras. Além disso, também constatou, segundo conta, que não só vivia lotado, como também o serviço por eles realizado não lhe parecia difícil de ser feito.

Mas foi só quatro anos depois, em 2005, quando já tinha 20 anos, que o empresário enfim abandonou a corretora de seguros do pai, para assim abrir sua própria loja, no Rio de Janeiro: a primeira ‘Cartucho Etc’. Porém, como principiante no empreendedorismo, não foi fácil juntar os R$ 3.000 que precisava para dar o pontapé inicial. Ele conta que teve de, além de pegar tudo o que tinha em sua poupança, usar o limite do cheque especial e do cartão de crédito. Portanto, já começou da pior forma possível, com várias dívidas a pagar.

Oliveira explica que o dinheiro era necessário para que ele pudesse comprar os equipamentos necessários para realizar as recargas e também depósito do aluguel, insumos, e outras coisas mais. No entanto, apesar do risco, afirma que o valor investido foi rapidamente recuperado, e que, após pagas as dívidas citadas, começou então a expansão daquele negócio.

E essa expansão deu tão certo que, além de vender produtos pela internet, ele conseguiu chegar a manter 37 unidades (físicas) da Cartucho Etc. Porém, com a forte crise que enfrentou, passando perto da falência, no ano de 2013, ele teve de fechar todas elas, demitir todos os funcionários e concentrar seu negócio apenas na internet, ou seja, ser uma loja meramente virtual. Afinal, nessa época, o prejuízo que teve chegou ao montante de R$ 2 milhões.

Há mais a ser contado, sobre o sucesso atual desse negócio. Oliveira confessa que, embora fosse grande o movimento nas suas lojas, ainda assim não geravam lucro satisfatório. E essa situação só foi modificada quando ele resolveu contratar uma empresa de auditoria. A referida empresa foi então verificar os possíveis erros que levavam a essa falta de lucro. Foi então quando descobriu-se algo bem pior: funcionários seus estavam a costumeiramente desviar dinheiro.

E não para por aí, quanto às transformações necessárias, já que também ocorreu um incêndio na sala que abrigava a sede do site, destruindo toda ela; sendo que era também o local onde Oliveira mantinha todo o estoque da loja. Então no meio de uma situação em que haviam, ele e seus dois novos sócios, Wellington Moura, 47, e Lucilene Matias, 38, perdido tudo. E ainda operando no vermelho, resolveu reestruturar o negócio e passar a vender não só os insumos para a recarga e também cartuchos, mas começar a comercializar impressoras, prensas, etc., o que acabou fazendo com que se recuperasse em apenas três meses, por fim.