Ex-office boy fatura R$ 1,2 mi cobrando calotes

Ex-office boy fatura R$ 1,2 mi cobrando calotes

1 September, 2017

Aos 14 anos, Caio Katayama, de 44 anos, começou a trabalhar como office boy no já extinto Banco Econômico. Ele passou por vários cargos dentro da empresa, até se tornar gerente, e foi onde teve a primeira experiência com as cobranças, foco principal de sua empresa, a Ótris.

A empresa já somatiza mais de R$ 4 milhões em recuperação para seus clientes. Somente no ano passado, o lucro da empresa girou em torno de R$ 1,2 milhão.

Depois do banco, Caio trabalhou em diversas multinacionais, e sua atuação sempre era na área de cobranças e do financeiro. Finalmente, trabalhou por sete anos em uma empresa a qual cobrava dividas para escolas, e foi quando descobriu que negócios pequenos possuíam carência por este serviço.

A empresa de Katayama teve fundação no ano de 2010, na cidade de Campinas, com um vestimento inicial de R$ 120 mil, contando com um funcionário apenas. Hoje, a empresa já conta com 53 empregados.

Franquias foram abertas no início deste ano, a fim de expandir a atuação do empresário por todo o Brasil. A primeira foi em Jundiaí, no mês de março. Até o final de 2018, a empresa tem expectativa de abrir 100 unidades.

Dados fornecidos pela empresa

O investimento inicial para cada unidade pequena gira em torno de R$ 80 mil, com faturamento mensal de R$ 40 mil e R$ 11,2 mil de lucro, 28% desse valor. Já para unidades padrões, o valor do investimento inicial é de R$ 120 mil, com faturamento mensal de R$ 100 mil e lucro de R$ 28 mil, a mesma porcentagem citada acima.

A empresa possui como clientes desde MEI (microempreendedores individuais), até empresas de médio porte, atuantes em todos os ramos, e cobra de consumidores físicos ou jurídicos. A comissão cobrada sobre o valor em dinheiro resgatado é de cerca 25% em cima desse valor. Porém, esse valor varia de acordo com a dificuldade que a empresa tem em recuperar o dinheiro.

Na maior parte dos casos, o dinheiro é pago pelos devedores após uma negociação. No entanto, existem alguns casos que podem chegar na esfera judicial, e a empresa Ótris oferece os materiais, como histórico das tentativas de negociação e da dívida para embasar o processo.