Negócio de marmita se torna uma saída empreendedora

Negócio de marmita se torna uma saída empreendedora

6 September, 2017

Related image

Com a crise econômica que gerou vários desempregados no Brasil, não falta criatividade para o povo brasileiro conseguir pagar as contas. No país, o saldo de empregos foi positivo, demonstrou uma recuperação nesses primeiros seis meses, mas o Estado do Rio de Janeiro não conseguiu acompanhar o ritmo brasileiro. De acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), o Estado do Rio teve uma redução de 65.582 vagas com carteira assinada no primeiro semestre do ano.

Apesar do elevado desemprego, o preço da comida em um estabelecimento em geral no Rio de Janeiro pode diferir de R$ 36,94 a R$ 64,66, segundo uma pesquisa de 2016 da AssertBrasil (Associação das Empresas de Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador). Numa refeição com essa faixa de preço estão inclusos comida, bebida, sobremesa e um cafezinho.

Em contrapartida das refeições mais caras estão as quentinhas que tem um preço médio entre R$ 10 e R$ 15, e estão abrindo uma porta que ajuda a sustentar muitas famílias. Para as refeições acima dos R$ 10 em geral vêm guaraná natural ou refrigerante.

No Rio existem ruas na Zona Sul e na Barra da Tijuca que são conhecidas como “ruas das quentinhas” por causa das várias opções que estão disponíveis em carros estacionados. Os preços da Zona Sul variam de R$ 13 a R$ 15, em torno das 10h30 a movimentação na região já começa. Entre os clientes estão secretárias, motoristas de caminhões da prefeitura, moradores locais, operários de obras, seguranças e executivos de empresas que trabalham na região. A flexibilidade no pagamento facilita mais ainda a venda das quentinhas que podem ser compradas com cartões de débito e vale-refeição.

O casal Juliana Puglezio, 24, e Pedro Casaes, 37, estão no ramo de marmitas desde novembro. Ao perceberem que havia espaço no mercado, eles pesquisaram as preferências dos clientes que costumam comer quentinha. Depois de quase 1 mês de pesquisa, o casal chegou à conclusão que a maioria das pessoas preferiam o feijão separado da marmita, foi aí que ficaram conhecidos como o “carro do feijão que vem separado”. Hoje conseguem vender 300 marmitas para diferentes clientes entre empresas, entregas e vendas no carro.