Rodrigo Terpins, sócio da Floresvale, fala sobre Restauração Ecológica

Rodrigo Terpins, sócio da Floresvale, fala sobre Restauração Ecológica

29 November, 2017

“Investir na restauração ecológica faz sentido do ponto de vista econômico e também ecológico”. Essa é uma afirmação de Bethanie Walder, diretora executiva da Society for Ecological Restoration (SER) – uma comunidade global de profissionais de restauração que inclui pesquisadores, profissionais, decisores e líderes comunitários da África, Ásia, Austrália / Nova Zelândia, Europa e Américas, reporta o sócio da empresa de reflorestamento ambiental Floresvale, Rodrigo Terpins.

Segundo estimativa do World Resources Institute (WRI) – uma organização de pesquisa global que abrange mais de 50 países – os US $ 1,15 bilhão já destinados à Iniciativa 20×20 podem resultar em retornos econômicos de US$ 23 bilhões nos próximos 50 anos. Nesse mesmo período, o programa pode sequestrar quase cinco gigatoneladas de CO2.

Rodrigo Terpins explica que a Iniciativa 20×20 faz parte do Desafio de Bonn – um esforço internacional de recuperação da paisagem florestal. A ideia do chamado desafio de Bonn – lançado em setembro de 2011, durante mesa redonda em Bonn, na Alemanha – é restaurar 150 milhões de hectares de áreas desmatadas ou degradadas até 2020, e uma extensão adicional de 200 milhões de hectares até 2030. Nesse contexto, os governos da América Latina e Caribe comprometeram-se a restaurar 20 milhões de hectares também até 2020 – como parte da Iniciativa 20×20.

Especificamente o Brasil entra no Desafio de Bonn e também na Iniciativa 20×20 com uma contribuição voluntária para restaurar, reflorestar e promover a regeneração natural de 12 milhões de hectares até o ano de 2030, destaca Rodrigo Terpins. A contribuição brasileira à iniciativa 20×20 inclui, ainda, a recuperação de cinco milhões de hectares de pastagens degradadas até 2020, ressalta o sócio da Floresvale.

A Diretora Executiva da WRI Brasil, Rachel Biderman, explica que “restaurar 12 milhões de hectares de terras florestais desmatadas e degradadas até 2030, através da restauração florestal, reflorestamento e regeneração natural são um caminho para o Brasil alcançar grandes reduções nas emissões para o Acordo de Clima de Paris”. Sendo assim, restaurar essas áreas também ajudará a suavizar os efeitos das mudanças climáticas.

A restauração ecológica

Conforme a Sociedade para a Restauração Ecológica, a restauração trata-se do “processo de ajuda à recuperação de um ecossistema degradado, danificado ou destruído”. Ou seja, Rodrigo Terpins acentua que o objetivo é devolver um ecossistema à sua condição e trajetória natural, inclusive no contexto das mudanças climáticas.

Esse processo tornou-se uma iniciativa fundamental para reverter, seja de forma parcial ou total, a perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos. Isso é o que motiva alguns dos principais acordos e objetivos ambientais do mundo – como é o caso do Acordo de Paris e os Metas Aichi da Convenção sobre a Diversidade Biológica – a exigirem a restauração ecológica. Ela também configura- se em uma forma de garantir a segurança da comida e da água e enfrentar outras ameaças ambientais globais, enfatiza o sócio da Floresvale, Rodrigo Terpins.