Foi anunciada a criação de uma nova empresa pelos Correios e a Azul

Foi anunciada a criação de uma nova empresa pelos Correios e a Azul

13 January, 2018

Os Correios e a empresa aérea Azul anunciaram através dos seus presidentes, que foi montada uma parceria entre os dois na criação de uma empresa para fazer o transporte de cargas.

De acordo com o presidente dos Correios, Guilherme Campos, a nova empresa deve começar a funcionar no próximo mês de março, visando reduzir os valores das cargas que serão transportadas. Ele também declarou, que a estimativa é de que os valores gastos pelos Correios com o transporte aéreo de cargas por ano, que giram anualmente em torno de R$ 560 milhões, tenham uma redução de até 40% quando a nova companhia começar a funcionar.

Campos comentou que para a criação da empresa, quase não houve gastos, já que a transação envolve o transporte de cargas dos Correios e os aviões da Azul que já existem. A nova companhia vai levar de forma exclusiva as cargas dos Correios, onde as operações não apresentarão custos tanto para os Correios quanto para a Azul.

O presidente dos Correios declarou que na nova empresa, a Azul terá 50,01% e os Correios terão 49,99%. Campos disse que a empresa aérea Azul por atender ao maior número de destinos dentro do território nacional, foi escolhida como parceira na criação da nova empresa.

A nova companhia ainda será analisada pelo CGU (Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União) e pelo TCU (Tribunal de Contas da União), de acordo com Guilherme Campos.

A nova empresa será de capital aberto, o que significa que ela vai pôr os seus títulos financeiros nas bolsas de valores do país. As expectativas são de que a nova companhia já comece a operar, com um volume transportado de cerca de 100 mil toneladas no primeiro ano, sendo que atualmente a média anual é de 70 mil toneladas de cargas transportadas pelos Correios, onde a Azul transporta 30 mil toneladas desse montante.

Os  Correios estão passando por momentos bem delicados,  já que houveram reduções nas atividades postais, principal monopólio da estatal. Para Campos essa é uma grande chance para os Correios, que presenciaram a redução das atividades postais e que com a nova empresa, pode ter um grande avanço nos seus negócios, o que vai ser bom para os Correios e para o Brasil.