Governo norte-americano não permite a fusão entre a MoneyGram e a Ant Financial, da Alibaba

Governo norte-americano não permite a fusão entre a MoneyGram e a Ant Financial, da Alibaba

23 January, 2018

A Ant Financial, que pertence ao conglomerado chinês Alibaba, teve a compra da companhia de pagamentos MoneyGram impedida pelo governo norte-americano. Depois de ter sido divulgada a fusão em janeiro de 2017, o negócio falhou em não ter a permissão do Comitê de Investimentos Exteriores. Com a aquisição da companhia que tem a sua matriz em Dallas, uma transação que ficou em torno de US$ 1,2 bilhão, a companhia Ant Financial iria aumentar a sua atuação em território americano e também em outros países, como Filipinas e Índia.

Segundo a revista The Economist, no momento a companhia chinesa é muito maior que o PayPal, chegando a ser cerca de dezesseis vezes maior. A  Ant Financial faz parte do conglomerado Alibaba,  que pertence ao bilionário Jack Ma, e administra o portfólio digital AliPay, além de oferecer vários serviços no setor financeiro.

Para a Ant Financial essa fusão era especialmente significativa e contou inclusive com a atuação do próprio dono. A negociação foi realizada logo depois de uma reunião com o então recém-eleito presidente Donald Trump, e o bilionário chinês. Ele prometeu ao presidente que criaria novos postos de trabalho nos Estados Unidos, além de fazer lobby de diversos negócios do seu interesse.

Mas o cenário mudou muito para os negócios durante o ano de 2017, com o governo norte-americano impedindo diversas associações das empresas do país com companhias da China. Segundo Alex Holmes, CEO da MoneyGram, que se manifestou através de uma nota, a situação geopolítica mudou muito depois da negociação realizada com a Ant Financial, e apesar da cooperação com o governo dos Estados Unidos, ficou nítido que o Comitê de Investimentos Exteriores norte-americano não iria permitir a fusão entre as duas empresas.

Essa restrição em relação à fusão causou protestos do governo da China. Foi enviado um pedido ao governo americano para que ele possa garantir circunstâncias parecidas e um ambiente favorável, para que as companhias chinesas continuem a fazer investimentos em solo americano.

Tanto a Europa quanto os Estados Unidos, culpam a China por apresentar obstáculos às suas companhias quando desejam realizar transações corporativas em território chinês, já que o governo da China obriga que haja semelhantes condições para as empresas do país nesses locais.